8/6/2021

Corretor: ser autônomo ou ter um CNPJ?

Ser autônomo ou ter um CNPJ? Qual é a opção mais vantajosa?

Ser um corretor de imóveis independente oferece inúmeros benefícios, sem contar que ainda há a possibilidade de optar entre trabalhar como profissional liberal ou ter um CNPJ. 

No entanto, essa é uma questão bastante determinante para quem está iniciando no negócio, já que impactará na forma como irá administrar seu empreendimento. Logo, é importante saber qual a melhor escolha para ter maior segurança e evitar possíveis aborrecimentos. 

Nesse artigo, vamos apontar quais são as vantagens e desvantagens de cada alternativa, e o que deve ser levado em consideração no momento em que for iniciar e divulgar seus serviços.


Impostos: autônomo x CNPJ

Impostos: autônomo x CNPJ

Antes de entrarmos nos prós e contras de ambas as opções, vamos esclarecer as principais diferenças entre o pagamento de impostos do corretor autônomo e do corretor pessoa jurídica.

Confira logo abaixo.


1 - Corretor autônomo

Quando o profissional opta em ser autônomo, ele precisa emitir o RPA (Recibo de Pagamento Autônomo), que é um recibo obrigatório para formalizar a prestação de serviços temporários.

Para atuar de forma legal, é necessário que você se cadastre na prefeitura de sua cidade para realizar o recolhimento. Dentro de uma estimativa, no recolhimento de seus impostos, o corretor autônomo paga cerca de 30 a 40% de impostos sobre os seus rendimentos. 

Veja a seguir as alíquotas dessa opção:

  • 27,5% de imposto de renda. Se tiver rendimentos mensais maiores que R$4.664,68 (respeitando a tabela de deduções vigente);
  • De 2 a 5% de ISS, varia dependendo do município;
  • Eventuais taxas sindicais;
  • 11% INSS (retido pela plataforma ou operadora).

 

2 - Corretor Pessoa Jurídica

Ao abrir um CNPJ, o corretor passa a receber seus rendimentos através da emissão de uma Nota Fiscal, o que contribui para a redução da porcentagem que ele paga nos impostos.

  • 6% de imposto (já incluso ISS) sobre a comissão, ganhando até R$15.000 mensalmente. Acima disso, o imposto subirá progressivamente por faixas, assim como no IR;
  • INSS Pessoa jurídica: 11% com flexibilidade de escolha. O corretor PJ pode contribuir opcionalmente ao INSS com o valor que desejar, igual ou maior que um salário mínimo. Isso não é permitido caso se exerça a função como autônomo.

 

Vantagens e desvantagens de ser um corretor autônomo

Vantagens e desvantagens de ser um corretor autônomo

Abaixo, listamos quais são as principais vantagens e desvantagens de ser um corretor de imóveis autônomo, e quais os possíveis impactos na sua prestação de serviços. Vale destacar, entretanto, que trabalhar de forma independente não isenta você de lidar com burocracias. 

 

Vantagens

  • Pode prestar seus serviços ao público em geral;
  • Local de trabalho adaptável;
  • Pode contratar funcionários conforme as leis trabalhistas (é preciso estar inscrito à prefeitura para isso);
  • Flexibilidade de horários;
  • Independência e oportunidade de decidir sua própria rotina;
  • Recebe toda a comissão da venda, uma vez que é o único responsável pela negociação.

 

Desvantagens

  • Carteira de clientes limitada;
  • Falta de uma equipe de suporte;
  • Ser responsável por toda a parte burocrática;
  • Não pode utilizar nome fantasia;
  • Sujeito ao pagamento de ISS (Imposto sobre Serviços), que é em torno de 2% e varia conforme o município;
  • Sujeito ao IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física), segundo a tabela progressiva.


Vantagens e desvantagens de ser um corretor PJ

Vantagens e desvantagens de ser um corretor PJ

Tal como o corretor autônomo, o profissional que escolhe pelo PJ, a fim de ter uma presença comercial muito mais formalizada no mercado, também enfrenta vantagens e desvantagens.

 

Vantagens

  • Pode usar um nome fantasia;
  • Emitir nota fiscal;
  • Abrir uma empresa e ter um CNPJ;
  • E ter acesso a benefícios no mercado disponíveis somente às empresas, tais como acesso às linhas de crédito diferenciadas, descontos oferecidos por montadores de automóveis conveniadas ao CRECI, plano de saúde empresarial, dentre outros;
  • Todos os impostos são pagos em única guia.

 

Desvantagens

Ao contrário do corretor de imóveis autônomo, o profissional que opta em seu PJ quase não encontra desvantagens, a não ser (se pudermos enquadrar em uma “desvantagem”) a necessidade de pagar a anuidade do CRECI e não ter tanta flexibilidade dentro do trabalho.


Diferença entre CRECI físico e jurídico

Diferença entre CRECI físico e jurídico

A diferença entre os dois é muito simples: o CRECI físico permite que o corretor exerça a profissão como autônomo, enquanto o CRECI jurídico possibilita que o corretor se torne proprietário da própria empresa imobiliária.

No entanto, é importante que o profissional faça uma averiguação dos valores de anuidade do CRECI em sua região, tanto para Pessoa Física e para Pessoa Jurídica. Visto que, para cada tipo de Pessoa Jurídica, há um valor distinto de anuidade. Logo, realizar os cálculos adequados é indispensável para analisar os tributos condizentes ao seu faturamento médio.

Se você ainda tem dúvidas quanto a retirada do CRECI jurídico, visite nosso artigo "Passo a passo de como tirar o CRECI jurídico".


Seja você um corretor de imóveis autônomo ou PJ, nós da Account iremos ajudar em tudo o que precisar para iniciar seu negócio, desde a abertura gratuita de CNPJ até a migração para a contabilidade digital.
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